quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Quanto de intimidade, paixão e compromisso existe entre você e seu parceiro amoroso?



Quanto de intimidade, paixão e compromisso existe entre você e seu parceiro amoroso?

 Por Ailton Amélio

A paixão mútua atrai os parceiros amorosos para o relacionamento. A intimidade dá sentido, conteúdo e estabilidade para este relacionamento e ajuda a paixão a se transformar em amor! Os compromissos vão selando essa evolução (namoro, noivado, casamento).

Neste artigo vamos examinar a teoria triangular de Sternberg para descobrir quais são os três ingredientes do amor e quais são os tipos de amor que acontecem quando apenas um, dois ou os três ingredientes do amor estão presentes.

Uso muito essa teoria no meu consultório para fazer uma espécie de radiografia do conteúdo amoroso dos pacientes individuais e casais que procuram terapia.

Ingredientes do amor

Existem muitas teorias que tentam explicar o que é o amor, como ele nasce e quais são os seus tipos. A teoria triangular de Robert J. Sternberg, famoso pesquisador do amor e editor do livro “Psychology of Love” faz algo diferente. Esta teoria apresenta os ingredientes do amor. Segundo essa teoria, o amor é composto por três ingredientes: intimidade, paixão e decisão/compromisso.

O seguinte resumo dessa teoria vai ajudar você a entender o conteúdo do seu amor.

Intimidade

Segundo Sternberg, a intimidade tem os seguintes componentes:
1. Desejo de promover o bem estar do amado
2. Ficar feliz quando está com o amado
3. Ter muita consideração pelo amado
4. Ser capaz de contar com o amado em caso de necessidade
5. Ter compreensão mútua com o amado
6. Compartilhar o que se passa consigo
7. Compartilhar as posses com o amado.
7. Receber e dar suporte emocional para o amado quando há necessidade
8. Comunicar-se íntimamente com o amado
9. Valorizar a presença do amado na própria vida

Paixão
Sternberg usa o termo “paixão” para se referir aos sentimentos românticos, ao desejo sexual e ao prazer sexual. As seguintes questões vão ajudar a avaliar quanto de romantismo, atração sexual e desejo sexual você sente pelo seu parceiro:

Paixão romântica
1- Quão romântico você se sente em relação ao parceiro?
2- Quão frequente você fica imaginando momentos românticos entre vocês dois? Quando você vê um filme romântico, lê um livro romântico ou ouve uma música romântica você fica se imaginando com ele?
3- Quantas vezes você fica olhando para os olhos do seu parceiro e trocando juras de amor com ele?
4- Você gosta de dançar de rosto colado com ele?

Paixão sexual
1- Quanto você deseja sexualmente o seu parceiro?
2- Quanto você gosta do contato físico com ele?
3- Quanto você gosta de fantasiar intimidades sexuais com ele?
4- Quanto de prazer sexual você sente nas relações sexuais com ele?

Decisão/Compromisso
As seguintes questões vão ajudar a avaliar o seu grau de compromisso com seu parceiro:
1- Você espera que o compromisso com o parceiro dure pelo resto da vida?
2- Quão determinada você está para se esforçar para manter esse compromisso?
3- Quão certo você está do seu amor pelo parceiro?
4- Você não consegue se imaginar fora deste relacionamento?
5- Você evita situações que poderiam por em risco o compromisso com seu parceiro?
6- Você imagina que o seu compromisso com o seu parceiro é tão forte que resistiria a grandes provas?

Aspectos importantes da teoria triangular

As intensidades dos três ingredientes do amor variam muito entre os relacionamentos.  Eles podem ser quase nulos, entre duas pessoas que acabaram de se conhecer e não sentem muita atração ou simpatia inicial até imensos, entre duas pessoas que estão apaixonadas, sentem muita atração  sexual mútua, sentem muita amizade uma pela outra e acabaram de se casar com o propósito de permanecerem juntas “até que a morte nos separe”. Sternberg representou essas variações de intensidade através de variações nas áreas e nos comprimentos relativos dos lados do triangulo que representam cada um desses ingredientes (triângulos equiláteros, obtusos, etc.). Um triângulo com uma pequena área representa uma intensidade muito pequena desses três ingredientes. Um triângulo com uma área muito grande representa uma grande intensidade desses três ingredientes.

As intensidades absoluta e relativa dos ingredientes podem ser diferentes para os dois parceiros de um mesmo relacionamento.  Por exemplo, um deles pode sentir muito mais amor romântico e desejo sexual pelo outro do que vice versa. No meu consultório, tenho encontrado muitos casais que reclamam que oferecem mais intimidade e que expressam mais sentimentos românticos pelo outro do que recebem. Muitas vezes também alegam que o outro só quer sexo e que não deseja se separar.

Essa teoria é muito útil para entender o que se passa em diversos tipos de relacionamentos. Vamos examinar agora os tipos de relacionamentos nos quais estão presentes apenas um, dois ou esses três ingredientes do amor.

Tipos de relacionamentos amorosos

Leia as seguintes descrições e veja qual delas mais se aproxima do que se passa entre aquelas pessoas cujo estilo de amor você quer entender.

Nenhum dos três ingredientes do amor está presentes (“Não amor”)
Por exemplo: relações impessoais entre um vendedor e comprador que são neutros em relação ao outro, em termos dos sentimentos de simpatia e atração interpessoal.

Só intimidade (“Gostar”)
Só o ingrediente intimidade está presente. Por exemplo, uma pessoa gosta da outra, quer o seu bem, aceita-a como ela é, fornece-lhe apoio e gosta de conversar com ela, mas não sente nada na área romântica e sexual por ela e não tem nenhum compromisso amoroso com ela.
A intimidade pode estar presente em diversos tipos de relacionamento como, por exemplo, na amizade e em relacionamentos entre parentes. Vários dos seus aspectos também estão presentes no relacionamento entre psicólogos e seus pacientes: estes compartilham suas intimidades com aqueles. O vice versa não está previsto neste tipo de relacionamento.

Só paixão (“Paixão”)
Para Sternberg, o termo “paixão” inclui tanto o romantismo como o desejo sexual. Há paixão quando uma pessoa tem fortes sentimentos românticos por outra: pensa nela o tempo todo, fantasia que está namorando com ela e passa horas analisando os detalhes dos encontros. Uma pessoa tem desejo sexual por outra quando desenvolve fantasias sexuais nas quais ela está envolvida  e sente excitação sexual na sua presença ou quando antecipa que vai encontrá-la.

Só compromisso (“Amor vazio”) 
Curiosamente, o compromisso pode ser o único desses três ingredientes do amor que está presente tanto no início (menos comum) como no fim dos relacionamentos. Por exemplo, ele é o primeiro que está presente nos casamentos arranjados onde os noivos não se conheciam anteriormente. 
O compromisso é o último ingrediente que ainda está presente em certos relacionamentos onde a intimidade, o romantismo e o desejo sexual, que existiram um dia, acabaram, mas os parceiros ainda permanecem casados.

Intimidade e paixão ("Amor romântico" )
O compromisso está ausente neste tipo de amor. São relacionamentos onde os encontros são intensos, cheios de romance, sexo e intimimidades. O casal, no entanto, não faz planos, não age de forma comprometedora (por exemplo, os parceiros não apresentam o outro para os amigos e familiares e não marcam quando vão se encontrar novamente).

Intimidade e compromisso (“Amor companheiro”)
Neste tipo de amor só existem a intimidade e o compromisso. O romantisco e o desejo sexual não ocupam papéis muito importantes neste tipo de amor.
Este tipo de amor é aquele que ocorre com os “estórgicos” (amor cujo cerne é a amizade, segundo a classificação de John Alan Lee – veja o meu artigo a este respeito, publicado neste blog). Este tipo de amor também ocorre bastante com pessoas casada há muito tempo: a paixão e o desejo sexual foram ficando cada vez mais fracos.

Paixão e compromisso (“Amor fulgaz”)
Amor fugaz pode ser exemplificado por um repentino namoro e casamento. Este tipo de amor ocorre com aquelas pessoas que assim que conheceram foram tomadas por uma intensa paixão mútua e se casaram (Em Las Vegas, nos EUA, acontecem muitos casamentos deste tipo). Com muita sorte, esta paixão se transforma em amor. Em uma grande quantidade de casos, a idealizaçao do parceiro que deu margem à paixão não resiste ao convívio e, ai então, a intimidade não se desenvolve, a paixão não deságua no amor e deixa de existir e o compromisso é rompido.  

Intimidade, paixão e compromisso (“Amor completo”)
Todos os três ingredientes do amor estão presentes em uma boa intensidade neste tipo de amor.
O amor completo é considerado como o tipo ideal. De acordo com Sternberg, aqueles casais que têm esse tipo de amor também têm muito mais chances de serem felizes, são amigos entre si, têm muitos anos de relações sexuais, não conseguem se imaginar felizes com qualquer outra pessoa, ultrapassam dificuldades, e ambos se encantam no relacionamento com o outro.

NOTA
Para ler mais sobre essa teoria e fazer um teste para avaliar os ingredientes do seu amor, leia o artigo: “Versão brasileira da escala triangular do amor de Sternberg” de Vicente Cassepp-Borges e Maycoln L. M. Teodoro: http://www.scielo.br/pdf/prc/v20n3/a20v20n3.pdf

Fonte: http://ailtonamelio.blog.uol.com.br/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Estou grávida? Dúvidas sobre o período fértil


Parte inferior do formulário

Estou grávida? Dúvidas sobre o período fértil 

Por Carolina Freitas


Mestre em Psicologia, Psicóloga,

Sexóloga, especialista em Educação Sexual


Muitas dúvidas ainda acometem as mulheres quando o tema é período fértil.


Nessa semana mesmo recebi três dúvidas:


- Quando começo a contar meu ciclo para saber se estou no período fértil, é no início ou no final da menstruação?


- Tive relação sexual sem proteção no décimo dia, estou grávida?


- Estou tomando anticoncepcional, ainda tenho período fértil?


O ciclo menstrual regular costuma durar 28 dias. Porém, esse ciclo pode variar de 23 a 35 dias. Primeiro é importante você se observar e saber qual é o seu ciclo. Faça anotações todos os meses de sua menstruação, assim você descobrirá. A menstruação pode durar de 03 a 07 dias, a depender da mulher e do uso de anticoncepcional.


A contagem começa no primeiro dia da menstruação e dura até o início da menstruação seguinte. Pensando no ciclo regular de 28 dias, a ovulação (que é a liberação do óvulo maduro) deverá ocorrer por volta do 14o dia. Contamos o período fértil 96h antes e depois desse dia. Por que 96 horas ou 4 dias já que o óvulo pode ter uma sobrevida de 12h a 24h dentro das trompas? Porque os espermatozóides têm uma sobrevida maior que os óvulos, de 24h a 96h. Então, é nesse intervalo entre o 10o e o 18o dia do ciclo menstrual que abrange o período fértil.


A mulher que faz uso de anticoncepcional não tem período fértil, pois o uso da pílula faz com que ela não ovule e fique então protegida da gravidez durante o mês todo. Mas é importante que o uso seja feito de forma regular, ou seja, todos os dias, no mesmo horário. Sua eficácia de 99% passa a valer a partir da segunda cartela, perfazendo pelo menos o primeiro ciclo com anticoncepcional.


Sempre é válido lembrar da importância do uso da camisinha. A pílula protege apenas contra a gravidez e a camisinha é um método de barreira que protege da gravidez e também de Doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a Aids.


Carolina Freitas

Psicóloga, Sexóloga, Especialista em Educação Sexual CRP 09/8329



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Amamentação e Sexualidade


Convido vocês a participarem da conversa sobre amamentação e sexualidade.
Vejam, abaixo, as informações.
Aguardo vocês lá!

 
Grupo de apoio à Amamentação
Tema: Sexualidade e Amamentação
Data: 14/12/2014 - Domingo
Hora: 09:30 às 11:30
Local: Restaurante Pitanga sabor e equilibrio - Rua 70, no. 401, Jardim Goiás, Goiânia
Convidada: Carolina Freitas - Psicóloga, Sexóloga, Mãe
Entrada Franca

Mais informações: (62) 9980-9975

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

‘A assexualidade sempre existiu, mas eles se escondiam’



‘A assexualidade sempre existiu, 
mas eles se escondiam’  

Entrevista - Elizabete Regina Baptista de Oliveira - Pedagoda doutoranda da USP autora da tese “MINHA VIDA DE AMEBA: TRAJETÓRIAS ASSEXUAIS NA SOCIEDADE DO DESEJO SEXUAL COMPULSÓRIO”

Por Raquel Sodré

A diversidade sexual é um tema muito discutido nas salas de aula. Preocupada em saber como os assexuais se veem representados na escola, a pesquisadora iniciou seu mais recente trabalho. Abaixo, ela explica o que é a assexualidade e fala de seu estudo.

O que é a assexualidade? É uma sexualidade cuja principal característica é uma ausência da atração sexual pelo parceiro. Esse desinteresse pode ser acompanhado pelo desinteresse pelas relações amorosas ou não. Não quer dizer que a pessoa que é assexual nunca vai querer namorar. Para eles, sexo e amor são coisas totalmente diferentes.

Sexo e amor são coisas diferentes até para os sexuais, não? Costumamos dizer que sexo sem amor é possível. Mas ninguém fala o contrário. Temos uma percepção de que o amor tem que vir sempre com o sexo. Amor sem sexo não é amizade. Há uma diferença muito clara de quando eles estão apaixonados da relação que eles levam com os amigos. Por haver esse pressuposto de que amor sempre vem com sexo, os assexuais têm um problema sério em se aproximar de alguém romanticamente.

Mas eles são capazes de fazer sexo? O comportamento é só um aspecto da sexualidade. Os assexuais podem decidir ser celibatários, ou fazer sexo. Alguns não gostam, mas fariam. Nós – todo mundo – fazemos sexo por diversos motivos. Eles podem topar fazer, mas não sentem vontade. E há falta de atração, mas não necessariamente há falta de prazer. A pessoa não vai procurar (sexo), mas, se o outro procura, ele poderá fazer e poderá gostar.

Podemos dizer que é uma orientação sexual, como a homo ou a heterossexualidade? Digo que é uma sexualidade. Quando se fala em orientação sexual, estou falando de um direcionamento do desejo. A assexualidade não direciona o desejo para sexo nenhum. Mas, assim como as outras, não é uma escolha. Não é que um dia a pessoa acorda e fala “vou ser assexual” – como também ninguém diz isso com a hétero, homo ou bissexualidade.

Os assexuais se masturbam? Sim. A masturbação é uma resposta corporal a um estímulo, não é direcionada a um outro. E muitos deles relatam não ter fantasias sexuais. É um ato mecânico que provoca alívio.

Quem não tem interesse por sexo é assexual? Nem toda falta de interesse por sexo é assexualidade. Todos os assexuais com quem eu conversei relataram que sempre se sentiram assim. A falta de interesse por sexo pode ter causas fisiológicas ou psicológicas. Pode ser referente a traumas, abusos na infância. Se a causa da falta de interesse por sexo for um distúrbio, isso vai causar sofrimento na pessoa – não é o caso da assexualidade.

Assexuais sofrem os mesmos preconceitos que os gays? Não são os mesmos. Para discriminar, é preciso reconhecer. A assexualidade não é conhecida o suficiente para gerar preconceitos. A assexualidade nunca foi controlada nem pelas leis, nem pela religião, porque é uma não prática. Não fazer alguma coisa passa mais embaixo do radar do que ter uma prática que vai contra a norma, como é o caso dos homossexuais.

Mas eles têm problemas relacionados à sexualidade... O único problema que elas têm na vida é a pressão da sociedade. A pressão se dá no sentido de elas estarem em um relacionamento amoroso. O relacionamento é público, porque todo mundo vê os casais de mãos dadas, trocando carinhos. Mas a relação sexual é privada, porque se faz entre quatro paredes. Se você está em um relacionamento amoroso, as pessoas já vão logo pensar que vocês estão fazendo sexo. Os homens sofrem uma pressão enorme de outros homens para estar com várias mulheres. Quando entram em um relacionamento amoroso, sofrem pressão sabendo que, em algum momento, aquela mulher vai esperar que ele faça sexo. E as mulheres sofrem pressão para estar em um relacionamento e para ter filhos. O relacionamento protege o assexual do julgamento alheio.

Quando começou-se a falar em assexualidade? A assexualidade sempre existiu, mas os assexuais se esconderam muito bem. No século XXI isso mudou por vários motivos. Por causa da internet, das novas tecnologias, da possibilidade de eles conversarem em fóruns, eles se encontraram. O que deu um impulso maior foi a fundação da Aven (sigla em inglês para Associação para Visibilidade e Educação Assexual), em 2001. As pessoas começaram a chegar de todos os lugares do mundo, e, hoje, a Aven já tem mais de 70 mil pessoas. Eles criaram um conceito e um vocabulário para definir essas pessoas, porque os vocábulos que tínhamos não davam conta. Se não fossem as redes sociais, os fóruns de discussão e a internet, a assexualidade não surgiria como conceito.

Há uma estimativa de quantos sejam os assexuais no mundo? Fala-se em 1% da população mundial, com base nos estudos do biólogo norte-americano Alfred Kinsey, nas décadas de 1940 e 1950, e em outro estudo, do médico britânico Anthony Bogaert, que apontou que 1% dos entrevistados não tinham interesse por sexo. Mas esse número está longe de ser o retrato da realidade. O número de pessoas com uma sexualidade diferente da norma sempre é proporcional à aceitação dessa sexualidade pela sociedade. Pode ser que haja 7% ou 8% de assexuais que nem conhecem o conceito. Não é possível saber ao certo.

Como você se interessou pelo tema da assexualidade? A diversidade sexual tem sido um tema cada vez mais presente na área da educação. É um problema nas escolas a questão da homofobia. A intenção da pesquisa é saber qual o papel da escola em acolher as pessoas assexuais nas aulas de educação sexual. Elas se sentem excluídas porque parte-se do pressuposto de que todo mundo irá fazer sexo um dia.

O que mais te surpreendeu em suas pesquisas? Até estudar o tema, eu nunca havia percebido o quanto o desejo sexual compulsório está em toda parte. É como se as pessoas colocassem o óculos da sexualidade e vissem o mundo com esse filtro. É isso que a nossa educação faz. Isso é um fator que oprime os assexuais. Eles são cobrados porque o mundo que eles veem não é assim.

Por que é importante um conceito de assexualidade? O sexo é tratado como um sinal de equilíbrio, de saúde mental e física, de bem-estar. Os assexuais não se veem retratados nem nos filmes, nem nas novelas, nem nas propagandas. As pessoas que não se sentem representadas podem se sentir doentes, achar que têm um distúrbio. A descoberta do conceito de assexualidade traz uma paz para as pessoas assexuais. Traz alívio o fato de que existam outras como ela, e ela não está sozinha no mundo.

Os assexuais estão organizados em grupos como a comunidade LGBTQ? Há uma aproximação dos dois grupos na luta por direitos? No Brasil, nunca existiu uma tentativa de aproximação dos assexuais com os movimentos LGBT. Nos Estados Unidos, houve esse movimento, mas ele sempre foi recusado, porque os gays acham que é uma luta desigual. Muitos dizem “mas vocês não correm risco de apanhar na rua”. Mas nos EUA já se fala em movimentos GSM (sigla em inglês para Minorias de Gênero e Sexo). Aí os assexuais teriam entrada.

O que podemos concluir, sabendo agora dos assexuais? Há diversas formas de viver a sexualidade. A sexualidade é muito mais fluida do que imaginamos. Não necessariamente a pessoa será hétero ou homossexual a vida toda.

Fonte: http://www.otempo.com.br/interessa/a-assexualidade-sempre-existiu-mas-eles-se-escondiam-1.941162