quinta-feira, 3 de abril de 2014

Medo de sexo. Entenda a Falofobia.



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Medo de sexo. Entenda a Falofobia.


 Carolina Freitas
Psicóloga, Mestre em Psicologia
Sexóloga, especialista em Educação Sexual
Realiza atendimentos Online no Portal SEXOSEMDÚVIDA.com

Alguns temas em sexualidade humana são pouco conhecidos e, talvez por isto, pouco discutidos. Recentemente, chegou ao meu consultório uma paciente com uma nova demanda: a falofobia.
  
Antes de falar sobre a falofobia vamos primeiro entender o que é a fobia. Fobia é o temor, a aversão (veja que é mais que um medo) exagerada a situações, animais, objetos, pessoas, coisas. O exagero está em dar uma proporção maior ao real, causado pela ansiedade. Não é uma simples relação de causa e efeito.

Um exemplo: a pessoa ter experiências sexuais ruins não se tornará necessariamente fóbica sexual. A fobia sexual é conceituada pela evitação, aversão em ter sexo com parceiros(as), na qual estão presentes os sentimentos de repulsa, ansiedade e medo. É uma rede de fatores que requer tratamento.

Para entender melhor, vamos desmembrar a palavra: falofobia = falo + fobia, ou seja, pênis + aversão = medo irracional do pênis. A pessoa que tem falofobia, podendo ser mulher ou homem, apresenta um temor desproporcional não só ao pênis, mas a situações a ele relacionado. Como, por exemplo, aversão ao sexo oral ou ainda medo irracional ao tocar e até mesmo ver o pênis quando ereto, ou não.

A pessoa falofóbica apresenta além de sintomas físicos (taquicardia, sudorese, tremores, dentre outros), sintomas emocionais (sentimento de culpa, dificuldade em se envolver num relacionamento amoroso, dentre outros). Diferente do que se possa pensar não tem necessariamente relação com traumas. Experiências ruins na infância e na juventude podem causas dificuldades na vida adulta, mas não necessariamente fobia, nem falofobia. É também uma rede de fatores que requer tratamento.

Da mesma forma que outras dificuldades sexuais, a falofobia pode ser tratada. Os sintomas e conflitos por ela disparados podem ser compreendidos e trabalhados. Para tanto, é necessária a motivação pessoal e a busca por especialistas. Lembrando que conversar sobre o tema é o primeiro passo para a solucioná-lo. Caso seja o seu caso, busque por um(a) terapeuta sexual.

Carolina Freitas - CRP 09/8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012)



domingo, 23 de março de 2014

Homossexualidade não é doença



Homossexualidade não é doença

Por Carolina Freitas

Mestre em Psicologia, Psicóloga, Sexóloga, especialista em Educação Sexual


A homossexualidade é um tema repleto de preconceitos e dificuldades. Mas, de forma simples, a homossexualidade nada mais é que uma das formas do desejo sexual se apresentar – heterossexual (desejo por indivíduo do sexo oposto), homossexual (desejo por indivíduo do mesmo sexo), bissexual (desejo por indivíduos do mesmo sexo e do sexo oposto).

Quando se fala em comportamento homossexual masculino ele pode se apresentar de três maneiras: ativo (aquele que exerce ação de penetrar), passivo (aquele que sofre a ação de penetrar) ou híbrido (aquele que sofre e exerce a ação de penetrar). O comportamento pode ainda se apresentar de forma estável (que se apresenta permanente) ou circunstancial (que depende de lugar, tempo e desejo).

Após recentes e diversas discussões, mesmo já tendo sido retirada da lista de doenças mentais pela Organização Mundial de Saúde desde 1990, ficou estabelecido que a homossexualidade não tem cura porque não é doença. Isso deve contribuir para a diminuição do preconceito social.

Os profissionais de saúde, incluindo os psicólogos, sempre puderam (e devem!) atender a pessoa homossexual. O que acontece é que hoje os conselhos federais de medicina e psicologia não podem mais catalogar a homossexualidade como doença, por isso não há tratamento terapêutico de cura ou reversão da sexualidade. Sendo inclusive, terminantemente vedada, por resoluções dos mencionados conselhos, de promessas assim.

Saiba que a dificuldade em ser homossexual não está no desejo em si, mas sim na rejeição pessoal e social. A falta de aceitação e de respeito pela pessoa é que pode contribuir para um desenvolvimento desestruturado e gerar desequilíbrio e promiscuidade. A educação sexual é uma das formas de diminuir o preconceito. Além do amor e cuidado que todos precisamos.

Por fim, ratifico que a homossexualidade não é doença e a pessoa não escolhe a orientação do desejo. Não há opção. A sexualidade simplesmente é. Você pode até não concordar, mas sempre respeitar.

Carolina Freitas - CRP 09 8329 (Inscrição anterior CRP 01 de 13/03/1998 a 05/12/2012)  
Realiza atendimentos Online no Portal SEXOSEMDÚVIDA.com


terça-feira, 4 de março de 2014

27 dúvidas (respondidas) sobre sexo



27 dúvidas (respondidas) sobre sexo
As sexólogas Carolina Freitas e Juliana Bonetti 
e a ginecologista Ana Virginia Manduca responderam às dúvidas das leitoras. Aproveite para esclarecer as suas!



Reportagem: Mariana Gabellini - Edição: MdeMulher

Libido em baixa

1. Sou casada há quatro anos e não sinto mais tesão pelo meu marido. Achava que era hormonal, mas vi que não ao encontrar um ex... O que faço agora?
Reavalie a vida sexual no seu casamento. Pense se você e seu marido querem recriar o vínculo sexual. "Se o desejo sexual existe, você só precisa colocá-lo em prática, com novas fantasias ou posições", ensina Carolina Freitas.
2. Ando sempre cansada para transar. É normal?
Você tem de perceber se está cansada fisicamente ou se está sem desejo sexual. "Conflitos relacionados com amor, sexo e intimidade podem desencadear a diminuição da libido", alerta Carolina.
3. Minha primeira vez não foi legal e perdi a vontade de transar. Como faço para voltar a ter desejo?
Para ter vontade de sexo, você tem de estimular o desejo. "É preciso ter fantasias e pensar em e sobre sexo de forma positiva e divertida. Só assim você se convencerá de que sexo pode ser algo bom!", fala Carolina.

Sexo seguro

4. O que é cancro? É uma doença transmissível?
Sim. Existe o duro, que é uma feridinha indolor na vagina, sintoma da sífilis, e o mole, "que também aparece na forma de feridinha, dessa vez dolorida, na cabeça do pênis, vagina ou ânus", diz a médica.
5. Quero transar na praia. Posso pegar doenças?
Sim. O risco de contrair candidíase e cistite é maior. "A areia aumenta o atrito do pênis com a vagina e ocasiona machucados que, aliados à umidade, favorecem proliferação de fungos e bactérias", afirma Ana Virgínia.
6. Sinto muita ardência quando ele usa camisinha. Será que sou alérgica?
"Algumas pessoas desenvolvem alergia ao látex. Se você tem coceira e vermelhidão, opte por usar camisinhas sem látex", ensina Ana.
7. É normal sentir dor durante o sexo?
"Não. Vá ao médico. A dor pode ter inúmeras causas: de bloqueio psicológico a uma infecção", alerta a ginecologista.

O tal do anal

8. Qual posição é melhor para a primeira vez?
"Nesse caso, é com você de lado, pois a penetração anal não é tão profunda", diz Carolina.
9. Introduzo um pênis de borracha no ânus do meu parceiro. Ele fica superexcitado e eu, mais ainda! Isso é normal?
No mundo das fantasias sexuais, não existe certo e errado. "O fato de vocês dois ficarem excitados com isso não significa que sejam anormais. Estimular o ânus, para muitos homens, é excitante. É uma região erógena", pontua a sexóloga Juliana.

Na hora H...

10. Ele não me beija depois que faço sexo oral nele. E agora?
Isso é comum. "O primeiro passo é entender o porquê. É nojo? É preciso ajudá-lo a quebrar esse tabu", explica Carolina.
11. Meu marido só fica no papai e mamãe. Como estimular seu lado selvagem?
Talvez ele também queira ousar, mas não sabe como. "É preciso ensiná-lo. Sexo se aprende!", diz Carolina.
12. Ele sempre pula as preliminares...
Muitos homens não sabem preparar a mulher para a transa. A orientação de Carolina é falar sobre isso e estimular as carícias.
13. Quero usar brinquedos eróticos. Como sugiro isso a ele?
"Com sinceridade, cuidado e respeito à vontade do outro", afirma Juliana.
14. Ele me xinga e eu não gosto. O que faço?
"Fale de seu mal-estar e procure chegar a um meio-termo sobre o gosto sexual de vocês", pondera Juliana.
15. Como fazer ele melhorar no sexo oral?
Carolina: "Você sabe o que te dá prazer. Então, é só orientá-lo com toques e gemidos".
16. Gemo alto, mas ele é caladão. Como o faço participar mais?
"Fale sobre o assunto para chegar a um acordo bom para os dois", afirma Carolina.
17. Ele tem ejaculação precoce. E agora?
Segundo Carolina, é uma disfunção que acomete um em cada três homens. Incentive-o a ir ao médico. Não faça isso depois da transa, tá?
18. Minha vagina "solta pum". Tem solução?
Fortalecer o assoalho pélvico. Procure um fisioterapeuta.

Fantasias

19. Sou casada e sinto tesão por mulheres. Será que sou lésbica?
"Não necessariamente. Pode ser heterossexual e ter fantasias com pessoas do mesmo sexo", explica Juliana.
20. Sonho com um ménage com outro homem. Como conto isso ao meu marido?
"Sonde-o e, quando estiver confortável, faça o convite", diz Carolina. No sexo, diálogo é fundamental.
21. Vi mulheres ejaculando num filme pornô. Isso é possível?
"Pornôs são cheios de truques. Há mulheres que ejaculam, mas é raro. Não dá para aprender, é fisiológico", diz Juliana.
22. Se for a uma balada liberal, terei que fazer swing também?
"É um espaço onde ocorre a troca de casais e são permitidos solteiros. Caso resolva ir, não será obrigada a fazer nada", tranquiliza a sexóloga Carolina.
23. Ele quer transar junto com outra mulher. Tenho vontade, mas também medo de estragar a relação.
"O medo é um indicativo de que você não está preparada para realizar essa fantasia", alerta Juliana. Pense bem.

Orgasmos. Ui!

24. Qual produto erótico ajuda a chegar lá?
Segundo Carolina, os que fortalecem a musculatura pélvica, como bolinhas de pompoarismo.
25. Sinto tesão, mas nunca gozei. Por quê?
Algum bloqueio emocional deve estar dificultando o orgasmo. "A melhor maneira de atingir o clímax é se conhecer e se permitir fantasiar", diz Juliana.
26. Sonho em ter orgasmos múltiplos... Como eu consigo isso?
Nem toda mulher consegue. "Não existe receita, o importante é relaxar, se conhecer e saber o que te dá mais prazer", afirma Carolina.
27. Dá para fazer massagem com os seios?
Sim. Carolina fala que é bom usar os mamilos para acariciar de forma sensual o corpo dele.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/amor-sexo/reportagem/esquente-o-clima/27-duvidas-sexo-762502.shtml