terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Sling Dance

Sling Dance

O Grupo de Apoio à Amamentação agora é o Grupo de Apoio à Família. Venha conhecer o novo formato e as novas ideias para 2016! O primeiro encontro será neste sábado, dia 27.02. Venha participar!

Fica o convite:

A Dona Girafa Baby e o GAF (Grupo de Apoio à Família) trazem uma super novidade para vocês, o Sling Dance. Garanta já sua vaga.

O Grupo de Apoio à Família (antigo Grupo de Apoio à Amamentação) está com uma programação recheada de assuntos voltados para toda a família em 2016. E o nosso primeiro encontro já está marcado e com uma super novidade para Goiânia: o Sling Dance. Uma atividade dançante onde se perde até 600 kcal. por aula, e a mamãe e papai não precisam desgrudar dos babies. Venham conhecer os benefícios do Sling e fazer uma aula experimental. 

E quem ainda não tem um Sling, a @donagirafababy estará com slings à venda com preço super especial para os participantes do encontro. 

Quem pode participar da aula? 

Mamães que já tenham recebido autorização médica pós parto, papais/vovôs/vovós com crianças de colo (ou enquanto conseguirem carregar no Sling) e gestantes, desde que liberadas pelo Médico Obstetra.

Reserve essa data: 27 de fevereiro, às 9:30h, na Brinquedoteca Casa da Praça (Setor Bueno – Goiânia)

Garanta sua vaga, inscrições antecipadas na Casa da Praça (Telefone: 62 – 4141.6507), de segunda a sexta, das 13h às 18h.

E para as famílias que precisam levar as crianças, a @casa_da_praça_bueno estará com um preço super especial para as crianças que quiserem aproveitar a brinquedoteca. Apenas R$20,00 por criança durante o período do encontro. A Brinquedoteca conta com monitores capacitados e atividades dirigidas para as crianças. Assim papais e mamães poderão aproveitar todos os momentos do encontro, sabendo que as crianças estarão seguras e bem cuidadas.


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Conheça 15 detalhes sobre os órgãos sexuais que homens e mulheres não podem ignorar



Conheça 15 detalhes sobre os órgãos sexuais que homens e mulheres não podem ignorar


UOL Mulher
Heloísa Noronha Do UOL, em São Paulo

Por maior que seja a bagagem sexual, nem sempre a pessoa conhece bem seu corpo. E saber informações relevantes sobre a região genital ajuda a ter uma vida sexual de mais qualidade. Você sabia, por exemplo, que o membro masculino pode sofrer uma fratura? E qual a posição ideal para quem tem pênis pequeno? Ou, ainda, que qualquer mulher pode atingir o clímax dormindo, por causa da estimulação do clitóris durante o sono? Veja essas e outras curiosidades:

PÊNIS

1.Ele pode sofrer uma fratura

Durante a relação Segundo Valter Javaroni, chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia, essa situação é mais comum do que se imagina. Quando o pênis está ereto, os dois cilindros que ficam no seu interior –os corpos cavernosos– estão rígidos e cheios de sangue. Se um grande impacto dobrar os cilindros, a parede deles pode se romper. “Pode acontecer se, durante a relação, o membro sair da vagina e se dobrar com o peso do corpo da parceira”, conta o médico. Os corpos cavernosos se rompem e o sangue que estava aprisionado, produzindo a ereção, vaza para a camada abaixo da pele, deixando o pênis arroxeado e disforme. "Homens que vivenciaram o problema contam que sentiram como se o membro tivesse se quebrado. Isso ocorre em relações sexuais com mais malabarismos e movimentos bruscos”, diz o terapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade. Para reparar o acidente, é necessária uma cirurgia.

2. Adultos também têm “sonhos molhados”

A polução noturna, nome dado à ejaculação que acontece durante o sono, é típica do início da puberdade. Nessa época, a testosterona, hormônio masculino, começa a preparar o homem para a reprodução. Junto com isso, se inicia a produção de espermatozoides e de outras substâncias provenientes da próstata e das vesículas seminais que compõem o chamado líquido seminal. “Como o menino ainda não iniciou a vida sexual nem descobriu a masturbação, a polução funciona como se fosse uma válvula de escape para eliminar os líquidos produzidos. Tanto é que quando os rapazes começam a ter relação ou ejaculam através da masturbação, as poluções cessam”, explica Valter. Quando o homem adulto fica muito tempo sem ejacular, pode ocorrer algo semelhante. Não é tão frequente quanto na puberdade, mas acontece. “Se o homem estiver muito relaxado, sonhos eróticos também causam ejaculação, mesmo para quem tem vida sexual ativa”, diz a sexóloga Carla Cecarello.

3. Ejacular é diferente de gozar

Do pondo de vista fisiológico, ejacular e gozar são dois fenômenos distintos, comandados por sistemas neurológicos diferentes. "Ejacular é uma vivência física de prazer, com a eliminação do sêmen. Já o orgasmo é a percepção psíquica intensa do prazer desencadeado pela estimulação física associada à emoção que pode acompanhar o momento”, conta Cristina Romualdo, coordenadora do Instituto Kaplan, de São Paulo. “Apesar de grande parte dos homens não perceber essa diferença, ela existe. O fato de gozar não implica que tenha de haver uma ejaculação simultânea. Esse é, inclusive, um os princípios do sexo tântrico", diz a terapeuta sexual Isabel Delgado.

4. Sexo oral dá mais câncer de garganta do que cigarro

Uma pesquisa recente divulgada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. Como o HPV, para muitas pessoas, não provoca feridas nem dor, o sexo oral sem proteção facilita o contágio. "O ideal é que homens e mulheres usem preservativos para recebê-lo”, diz a terapeuta sexual Arlete Gavranic, do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática. Outro estudo, realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, apontou que pessoas que tiveram mais do que seis parceiros com quem praticaram sexo oral tinham nove vezes mais chances de desenvolver câncer de garganta. Nos que já haviam tido algum tipo de infecção provocada pelo HPV, o risco subia 32 vezes.

5. Tamanho G afasta parceiras

Na opinião dos especialistas, quem se preocupa com as dimensões do pênis são os próprios homens. As mulheres não só não ligam para isso como se sentem incomodadas com os chamados superdotados. "Geralmente, a parceira se queixa de dor durante a penetração, o que torna a relação sexual, muitas vezes, frustrante e pouco satisfatória", diz Cristina Romualdo. Para tudo dar certo, a mulher deve guiar o homem na posição que julgar mais satisfatória, sem provocar incômodos. De acordo com a sexóloga Carla Cecarello, as mais indicadas são a de conchinha, a clássica papai-mamãe e em pé, que permitem que a mulher controle a profundidade e a intensidade da penetração.

6. Tamanho P não é problema para elas

Em contrapartida, o ditado "os menores frascos guardam os melhores perfumes" pode ser aplicado ao sexo. Segundo pesquisas recentes do o I Consenso Brasileiro de Urologia, o comprimento normal do pênis dos brasileiros, em ereção, varia entre 12,9 cm e 14,1 cm. São considerados pequenos, eretos, os membros menores de 7,5 cm. “A dificuldade para o homem é conseguir manter a penetração, pois muitas vezes, o pênis escapa da vagina”, diz Cristina. Para evitar, o ideal é que a mulher suba no parceiro deitado de barriga para cima. A posição com a parceira de quatro também garante prazer. A área inicial da vagina, logo na entrada, é a parte mais rica em terminações nervosas e mede cerca de 2 a 3 cm.

7. Truques para parecer maior

Primeiro, é fundamental largar o cigarro: fumar pode provocar uma obstrução parcial dos vasos sanguíneos dos corpos cavernosos e prejudicar a ereção. Como o pênis não se estica por completo, parece menor. Emagrecer também é uma boa ideia, já que o excesso de peso pode esconder o pênis, fazendo com que ele pareça menor do que é. Isso acontece porque a base fica encoberta pela gordura extra que se acumula na região púbica. Para quem prefere lançar mão da ilusão de ótica, vale a pena aparar os pelos pubianos. Quando muito volumosos, eles encobrem a parte inicial do membro. Em casos extremos, de pênis menores que o padrão considerado pequeno, alguns médicos indicam a cirurgia. “O urologista recorre a técnicas de lipoaspiração da gordura na região pubiana, secção de ligamentos, injeção de gordura e plásticas na pele para dar um aspecto maior ao pênis”, conta Valter.

8. Brincadeiras causam doenças

Mergulhar o pênis na taça de vinho ou champanhe para tornar o sexo oral mais divertido e saboroso pode render uma bela dor de cabeça. “As bebidas alcoólicas são adstringentes e podem ressecar a mucosa da glande, provocando desconforto, reações alérgicas e até uretrite”, conta a Arlete. Melhor evitar o contato com essa região. O mesmo conselho serve para brincadeiras com gelo –qualquer pedrinha, em contato com o pênis, oferece o risco de queimaduras.

VAGINA

1.Masturbação melhora o humor

“A masturbação melhora a circulação sanguínea, é um exercício muscular de baixa intensidade e que sempre será muito útil para toda a musculatura do corpo, trazendo bem-estar e melhorando o humor de qualquer mulher”, declara Oswaldo Martins Rodrigues Jr. Para a ginecologista e obstetra Caroline Alexandra Pereira de Souza, da Clínica BMS, de São Paulo, a masturbação oferece prazeres e sensações diferentes do que o coito. "O conhecimento do próprio corpo reforça a autoestima, já que a mulher se sente mais segura e confiante sobre como atingir o clímax, o que é válido, principalmente, para quando for para a cama com alguém", conta.

2. Mulher pode gozar dormindo

O reflexo orgásmico costuma ocorrer durante a fase de sono que permite movimentos físicos e se associa à ocorrência de sonhos, mesmo que não tenham conteúdo sexual. “Durante o sono não há repressões, regras, limitações, restrições. A mulher se solta e não há nada que a segure. Normalmente, as sensações fazem com que ela una as pernas, apertando o clitóris, o que conduz ao orgasmo”, explica Carla.

3. Excesso de higiene faz mal

A higiene excessiva pode diminuir as defesas da vagina, tornando-a suscetível a doenças. O ideal é utilizar um sabonete adequado à área íntima, já que as versões em barra normalmente têm um pH alcalino, o que ajuda a anular o pH vaginal, que é ácido. Muitas mulheres, durante a fase da ovulação, apresentam um corrimento sem cheiro, que não coça e têm uma coloração parecida com a de uma clara de ovo. Usar absorventes diários para contê-lo e evitar a sensação de sujeira pode gerar vaginites.

4. Falta de sexo pode deixar musculatura flácida

Toda musculatura que não é exercitada perde tonicidade e pode ficar flácida. Isso serve também para a que fica ao redor da vagina. Segundo Oswaldo, muitas mulheres passam anos da vida sexual com dores no inicio da relação sexual, que cessam após a penetração. “O organismo, para se livrar da dor, aprende a relaxar, abrindo mais facilmente a entrada da vagina. Sem o exercício de contração frequente, a vagina se afrouxa", explica o especialista.

5. Odor é sedutor

De acordo com Caroline, o momento em que a mulher fica mais atraente para o homem é durante a ovulação, que ocorre aproximadamente 14 dias antes da menstruação. Além do corrimento característico, a vagina exala um aroma característico, mais marcante, que é excitante para os homens. Nessa fase, ainda, toda mulher secreta feromônios, substâncias químicas com a função de atrair o sexo oposto.

6. Clitóris só serve para dar prazer

O clitóris é a única parte da anatomia que tem finalidade apenas erótica. “Ele se assemelha bastante a um pênis na sua estrutura, e é onde a maioria das mulheres obtém o orgasmo", conta Isabel. Isso não exclui a sensibilidade da vagina. "É claro que a estimulação do clitóris desencadeia um prazer intenso, fisiologicamente, muito maior do que a da vagina. No entanto, a vivência do prazer é uma percepção subjetiva, ou seja, muitas mulheres podem sentir muito mais prazer na vagina do que no clitóris", explica Cristina Romualdo.

7. Localização exata do ponto G

Embora alguns estudiosos contestem a existência do ponto G, a maioria dos especialistas em sexualidade afirma que pelo menos 1/3 das mulheres conseguem reconhecer essa região dentro da vagina. “Ele pode ser alcançado com a introdução do dedo indicador na vagina. Na ponta do dedo, entre o útero e entrada da vagina, a mulher poderá perceber uma área enrugada, parecida com o céu da boca, logo atrás dos dentes frontais. É o ponto G”, explica Oswaldo Martins Rodrigues Jr. Sua percepção só é possível quando a mulher atinge um ponto bastante elevado de excitação sexual. “É necessário que grande quantidade de sangue se localize nos genitais, provocando o ingurgitamento do ponto G e, consequentemente, sua localização e a sua estimulação torna-se extremamente prazerosa", declara Cristina.

Texto publicado originalmente em: Uol Mulher

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O que acontece quando você entre em contato físico com outra pessoa?






O que acontece quando você entre em contato físico com outra pessoa?

Por Ailton Amélio
 
O contato físico entre as pessoas tem diversos significados e efeitos profundos. Neste artigo vamos examinar alguns desses significados e efeitos.
O contato físico tem efeitos poderosos e fáceis de constatar. O contato é capaz de provocar fortes reações positivas e negativas. Para constatar isso, basta imaginar como você sentiria caso fosse tocado de uma forma íntima, sem nenhuma justificativa, por estranhos. O contato físico pode ter um forte impacto mesmo que tenha acontecido de forma não intencional ou acidental.

Interpretação dos motivos dos contatos físicos

Os efeitos dos contatos físicos dependem, em grande parte, da interpretação dos seus motivos. Dependendo das justificativas, um mesmo ato pode ser extremamente traumático ou pode ser relativamente inócuo, mesmo que aconteça em uma região muito íntima, como é o caso, por exemplo, do exame ginecológico. Esta relatividade dos impactos deste tipo de contato pode ser resumida pela frase: “Mais importante do que o fato é a sua versão”.

As interpretações e as reações ao contato físico são extremamente dependentes de outros fatores tais como: a natureza do toque, área do corpo tocada, duração do toque, frequência do toque, contexto do toque (circunstâncias nas quais o toque aconteceu), quem toca e quem é tocado (sexo de quem é tocado e sexo de quem toca, natureza do relacionamento entre quem toca e quem é tocado, tipo e estágio do desenvolvimento do relacionamento).

As culturas possuem estatutos que padronizam a forma de interpretar muitos tipos de contatos físicos e suas circunstâncias. A cultura e a história pessoal podem alterar, até certo ponto, os significados, os usos e os efeitos destes contatos.

É provável que existam propensões inatas que ajudam a determinar os efeitos de boa parte dos contatos físicos. Por exemplo, os contatos físicos sexuais têm forte impacto em quase todas as culturas. Em todas culturas, estranhos se tocam menos do que conhecidos, casais em início de relacionamento se tocam mais do que pessoas não relacionadas; todas as crianças precisam de contato físico para apresentar um desenvolvimento psicológico saudável.

Tipos de contato físico

Existem muitos tipos de contato físico. Os principais deles são os seguintes: apertar as mãos, abraçar, beijar, carícias, dar palmadas, lamber, segurar, guiar, esbofetear, esmurrar, beliscar, sacudir, enlaçar, chutar, catar e espremer (espinhas, cravos, etc.).

Desmond Morris (1977) identificou os seguintes tipos de contato físico:
1- Aperto de mão, 2- Orientar o caminho tocando alguma parte do corpo, 3- Tapinha, 4- Dar o braço, 5- Abraçar o ombro, 6- Abraço completo, 7- Dar as mãos, 8- Abraço pela cintura, 9- Beijo, 10- Mão na cabeça, 11- Carícia, 12- Cabeça com cabeça, 13- Apoio corporal, 14- Ataque provocativo.

Este autor denominou estes contatos físicos como “signos de ligação” porque eles assinalariam a existência de algum tipo de relacionamento entre os dois participantes.

Cada um destes tipos de contato físico admite uma série de variantes. Por exemplo, um 
aperto de mão pode ser forte, demorado, sacudir muitas vezes a mão enquanto cumprimenta, apertar firmemente, usar uma ou as duas mãos, usar a outra mão para segurar o antebraço do companheiro, etc. Cada uma destas variações tem um significado especial. Em geral, quanto mais o contato discrepa daquilo que seria esperado para as circunstâncias, maior o seu significado. Quando maior o contato (mais intenso, mais demorado, mais partes do corpo são envolvidas, etc.), mais positiva é a mensagem.

Dimensões para avaliar os contatos físicos

Segundo Heslin (1974), os contatos podem variar desde gestos muito impessoais até gestos muito pessoais. De acordo com este critério, os contatos físicos podem ser classificados em cinco classes:
1-    Funcional-Profissional: são contatos “frios” utilizados para realizar alguma tarefa ou serviço. Quem recebe o contato é tratado como não pessoa. Um dos motivos para o contato ser realizado desta forma com o objetivo de não transparecer uma conotação sexual e, por este motivo, interferir na execução da tarefa. Exemplos: toques realizados pelo cabeleireiro e pelo médico.
2-    Social-polido. Este tipo de contato confirma a identidade de quem é tocado como membro da mesma espécie de quem o tocou. Neste tipo de contato existe muito pouco envolvimento pessoal entre quem toca e quem é tocado. Exemplo: o cumprimento através de um aperto de mão.
3-    Amistoso-Caloroso. Neste tipo de contato já existe um reconhecimento da individualidade de quem é tocado. Este tipo de contato também comunica que quem toca gosta de quem é tocado e o considera um amigo. Exemplo: abraçar uma pessoa pelos ombros enquanto caminham.
4-    Amoroso e íntimo. Este tipo de contato expressa intimidade e amor de quem toca por quem é tocado. Este tipo de gesto é menos estereotipado e é mais adaptado para as características pessoais de quem é tocado. Exemplo, beijar ternamente a outra pessoa.
5-    Sexualmente estimulante. Este tipo de contato expressa a atração física de quem toca por quem é tocado. Exemplo, colocar a mão na coxa da outra pessoa.

Progressão dos contatos físicos em relacionamentos amorosos

Morris (1971) afirmou que nos relacionamentos amorosos existe uma progressão de intimidades em direção ao relacionamento sexual. Alguns dos elementos desta progressão incluiriam contatos físicos. Esta progressão seria a seguinte: Olho no corpo, olho no olho, voz na voz, mão na mão, braço no ombro, braço na cintura, boca na boca, mão na cabeça, mão no corpo, boca no peito, mão nos genitais, genitais com genitais. Existem muitas exceções, inversões de ordem e omissões a esta progressão. 

Aqueles tipos de contato físico que só são permitidos entre pessoas que têm um relacionamento amoroso entre si podem ser utilizados para iniciar relacionamentos amorosos. Uma forma de iniciar relacionamentos amorosos é ir transformando gradualmente contatos físicos que são permitidos entre pessoas que não tem um relacionamento amoroso naqueles que são exclusivos de relacionamentos amorosos.

Quem toca quem e onde toca

Jourard (1966) fez uma pesquisa sobre as partes do corpo que pessoas afirmavam que eram tocadas com maior frequência. Este autor apresentou um questionário com uma figura mostrando 24 partes do corpo. Quem respondia ao questionário tinha a tarefa de apontar regiões do corpo onde foi tocado ou tinha tocado outras pessoas. Esta pesquisa também pedia para quem respondia classificar quem havia tocado: a mãe, o pai, um amigo do mesmo sexo ou um amigo do sexo oposto. Este autor verificou que as mulheres eram mais acessíveis ao toque por todas as pessoas. Amigos do sexo oposto e as mães eram considerados como as que mais tocavam.

Vários estudos mostram que tocar a outra pessoa é um poderoso sinal de intimidade com ela. É tão poderoso que pode facilmente ficar invasivo se não for bem calibrado para as circunstâncias. Por este motivo os contatos físicos são regulados por normas: existem regras rígidas que regulam quem pode tocar quem, em que região do corpo, em que circunstâncias, em que tipo de relacionamento. As zonas mais liberadas para os toques são as mãos, os antebraços e os braços.

Funções positivas e negativas dos contatos físicos

Os contatos físicos podem ter funções positivas e negativas. O contato físico nem sempre tem efeitos positivos. Por exemplo, uma pesquisa verificou os efeitos do toque antes de uma cirurgia mostrou que as mulheres tocadas tiveram efeitos positivos e os homens tocados tiveram efeitos negativos: eles ficavam piores do que os operados que não foram tocados.

Funções positivas dos contatos físicos

Alguns dos principais efeitos positivos do contato físico são os seguintes:

- É imprescindível para o desenvolvimento físico e psicológico saudáveis
- Ajuda a criar e a solidificar vínculos afetivos
- Pode ajudar a criar uma atitude positiva entre quem toca e quem é tocado
- Pode contribuir para que o relacionamento evolua para estágios mais avançados
- É uma forma importante de confortar emocionalmente a outra pessoa
- Pode ajudar a manter o relacionamento
- Pode ajudar a revigorar o relacionamento
- É um meio eficiente de demonstrar amor;
- É uma maneira eficaz para iniciar rapidamente um relacionamento amoroso.

Tocar a outra pessoa pode produzir efeitos mais poderosos do que muitas palavras e gestos. O contato físico adequado pode ser um dos caminhos mais rápidos para a reconciliação, após um desentendimento, quando há receptividade por parte daquele que é tocado, evidentemente.

Funções negativas dos contatos físicos

O contato físico pode ter efeitos muito negativos. Quando ele não é bem vindo, acontece em momentos inapropriados, ocorre entre pessoas que não têm um tipo de relacionamento que o permite ou é realizado em regiões do corpo que só podem ser tocadas por certas pessoas e em certas circunstâncias, pode ser extremamente aversivo e implicar inclusive em sanções legais.

NOTA
Se você quiser a citação completa da bibliografia cita neste artigo, escreva para o meu email: ailtonamelio@uol.com.br


Texto publicado originalmente em Blog do Ailton