segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lar para idosos produz vídeo sobre amor na 3ª idade e causa impacto na França




Deixo aqui a entrevista que dei para a repórter Daniella Franco da Radio France Internationale, baseada em Paris, sobre Sexualidade na Terceira Idade.

Leiam a reportagem Lar para idosos produz vídeo sobre amor na 3ª idade e causa impacto na França e ouçam a entrevista!


                             Lar para idosos produz vídeo sobre amor na 3ª idade      
                                                e causa impacto na França


por Daniella Franco


O lar para idosos Villa du Tertre, na região francesa de Champagne-Ardenne, não imaginava a repercussão que teria um vídeo criado para o dia dos namorados, comemorado 14 de fevereiro na França. Embalado por uma versão de "All you Need is Love", dos Beatles, as imagens mostram casais desta casa de repouso trocando carícias e beijos. A instituição pretendia passar a mensagem de que não há limite de idade para amar. Mas a grande repercussão do vídeo reabriu o debate na França sobre a sexualidade dos idosos. Muitos lares para pessoas da terceira idade proíbem as relações amorosas entre seus residentes. 

A diretora do lar Villa du Tertre, Maguelonne Legaie, se surpreendeu com o impacto que o vídeo causou. Mas acredita que o debate sobre a sexualidade dos idosos é válido. "Viver é continuar a ter emoções, sejam elas tristeza, amor, alegria... Se amamos, é porque ainda estamos vivos. Afinal, nosso corpo envelhece, mas nossos espíritos não. Além disso, amar implica na liberdade pessoal e os direitos de cada ser humano", diz.

Maguelonne ressalta que o preconceito começa na própria família. Muitos não aceitam que seus pais e avós encontrem companheiros e namorem nos lares para idosos. “Há casos em que nossos residentes redescobrem o amor. Observo que isso é complicado para as famílias: aceitar que uma pessoa que tem 80 anos ainda possa amar. Além disso, lidar com o fato de que uma mãe idosa ou um pai idoso continue a sentir essas emoções mexe com a ordem da família: é como se os pais passassem a ser filhos ou netos", completa.

Sexo não tem data de validade

O geriatra Salo Buksman, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, diz que o sexo não tem data de validade. “Por mais idosas que sejam as pessoas, elas sempre podem praticar a sexualidade até o final de suas vidas”, garante.

Para ele, o maior preconceito da sociedade é com os idosos que são solteiros ou viúvos, mas que continuam em busca de relações amorosas ou sexuais. “É hipocrisia condenar aqueles que querem iniciar um relacionamento em uma fase mais tardia: a sexualidade é uma afirmação de vida”, reflete.

Uma questão de saúde

A psicóloga e sexóloga Carolina Freitas acredita que a longevidade está relacionada com a qualidade da vida sexual dos indivíduos. Para ela, a sexualidade é uma questão de saúde. “Para a pessoa ter uma vida saudável, é necessário que ela exercite sua sexualidade. A saúde sexual faz parte da saúde como um todo”, explica.

Entretanto, de acordo com Carolina, é necessário diferenciar sexo de sexualidade. “A sexualidade vai além do coito e da reprodução”, sublinha. “O idoso sente o prazer de tocar e ser tocado, mas ele também em outras formas de viver sua sexualidade, como amor, amizade, relacionamento, companhia”, conclui.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/geral/20140221-lar-para-idosos-produz-video-sobre-amor-na-3-idade-e-causa-impacto-na-franca


 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Criança transexual



Criança transexual

Por Karlesy, psicóloga Especialista em Sexualidade Humana –
Publicado em 29/01/2014 em Sexosemdúvida.com


Como identificar um comportamento transexual na criança?

Pergunta extremamente difícil, bem como momento conflituoso entre os pais, que tem dificuldade de saber até onde devem "tolir" ou impedir que um filho ou filha brinque com objetos do outro gênero na ilusão de "controlar" e reduzir os danos de um possível caso de transexualidade.

Alguns sinais devem ser percebidos, tais como: 
1) A criança que não brinca ou afirma que é do gênero oposto em praticamente todas as situações de seu cotidiano.
2) Sendo, desta forma, um comportamento persistente e duradouro.
3) Sofre emocionalmente cada vez que é lembrada da existência de seu sexo anatômico.
4) Nega de forma persistente adereços e boa parte do que é culturalmente indicado para seu sexo anatômico.
5) Passa por situações de preconceito na escola, sem nem entender o motivo claro destes episódios.
6) Prefere permanecer em brincadeiras e jogos infantis com crianças do gênero oposto de seu nascimento.           

O que fazer?

Ir à busca de psicoterapia, tanto para a criança, quando para os pais, objetivando o entendimento desta situação, bem como o preparo da família para um futuro diagnóstico de transexualidade.

Ou seja, o ambiente familiar esclarecido e não cego para o que acontece na vida de sua criança, pode ser uma grande possibilidade de um futuro sólido para o indivíduo que possui uma identidade de gênero discordante de seu sexo anatômico, desde a infância.

Karlesy Stamm - Psicóloga Especialista em Sexualidade CRP 08/16133 
Realiza atendimentos Online no Portal SEXOSEMDÚVIDA.com

Fonte: http://www.portalssd.com.br/saude_sexual/103-crianca-transexual.html