terça-feira, 23 de outubro de 2012

Testosterona Nelas


Testosterona nelas: gel promete recuperar 
a libido feminina
por Nathalia Ziemkiewicz


Marasmo nos lençóis, querida? Procure um médico e faça exames hormonais

Há fases na vida das mulheres em que o parceiro provoca tanto tesão quanto um vaso de samambaias. Não necessariamente, caros leitores, esse desinteresse sexual é culpa da sua barriguinha de chope ou da falta de bons estímulos. A não ser que você faça o tipo Coronel Jesuíno Mendonça, personagem de José Wilker em “Gabriela”, e apenas diga “hoje eu vou lhe usar”. Aí, meu bem, a gente torce para que ela continue regulando a mercadoria…

A libido feminina depende de um bom estoque de testosterona, o hormônio responsável pelo vigor. É comum, por exemplo, que mulheres na menopausa sintam desânimo e fadiga por causa de uma deficiência de testosterona. Jovens que usaram continuamente pílula anticoncepcional também podem sofrer desse problema. Uma amiga de 27 anos consultou um endocrinologista com a seguinte queixa: “Doutor, estou com preguiça de pensar e fazer sexo!”. Depois de checar o resultado dos exames hormonais, ele prescreveu um gel.

Ela seguiu à risca a recomendação e começou a usá-lo diariamente. Em poucos dias, vieram os calores internos e a hipersensibilidade e o desejo irrefreável. O namorado se beneficiou horrores do tratamento. Eu quis saber em que região do corpo, exatamente, ela massageava o tal gel. Porque, reflitam comigo, se fosse lá na dita cuja… podia ser até gel fixador de cabelo! Óbvio que ela estaria curtindo um momento placebo, né? Mas, não, era na parte interna das coxas.

A testosterona com essa finalidade não foi aprovada pela ANVISA nem pelo FDA, órgãos que regulamentam a indústria farmacêutica. Apesar das inúmeras pesquisas que comprovam a eficácia nos casos de ausência de libido, as duas instituições temem os efeitos colaterais a longo prazo. Em países como a Austrália, ela é vendida como remédio nas farmácias. No Brasil, é preciso levar a receita médica para um laboratório de manipulação. O produto pode ser indicado na forma de gel, comprimido, sublingual, implante ou injeção.

Segundo a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, as pacientes relatam mais pensamentos sexuais, sonhos eróticos e lubrificação. Elas ficam mais suscetíveis às investidas do parceiro. “Mas não é mágico”, diz Carolina, coordenadora do Projeto Afrodite (Unifesp). “Principalmente se a ausência de libido for um problema emocional, como casamento falido”.

Como nem tudo na vida são orgasmos múltiplos, o uso de testosterona também tem possíveis efeitos colaterais, ligados à virilização: crescimento dos pelos e do clitóris, voz mais grossa e até calvície. Aquela minha amiga chegou atrasada ao nosso encontro porque está levando muito mais tempo na depilação. Não foi só o tesão que aumentou. Os pelos da região da perna em que aplica o gel, antes finos e clarinhos, agora tem aspecto de pelos pubianos!

Fonte: http://colunas.revistaepoca.globo.com/sexpedia/


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Para compreender os/as trans



Para compreender os/as trans
por Carolina Freitas

Há muito equívoco entre os termos Transgênero, Transexual e Travesti. A diversidade conceitual contribui para tanta confusão. É importante ter conhecimento para respeitar.

Um dos pilares da sexualidade humana é a identidade sexual (seguida pelo gênero, papel sexual e orientação sexual). A identidade sexual corresponde a como a pessoa se percebe sexualmente – homem ou mulher.

No caso dos transexuais a identidade sexual não corresponde ao sexo biológico. Ou seja, o homem, com os órgãos sexuais masculinos, sente-se uma mulher. Uma mulher no corpo de um homem. A mulher, com os órgãos sexuais femininos, sente-se um homem. Um homem no corpo de uma mulher. São os transexuais que anseiam por uma mudança de sexo e procuram pela cirurgia sexual. Não tem relação direta com a homossexualidade (orientação sexual). O transexual pode ser tanto heterossexual, homossexual ou bissexual.

O travesti (crossdresser) veste roupas e assessórios associados ao sexo oposto. Está ligado ao comportamento (papel sexual). Vivem parte do dia ou até mesmo o dia a dia como sendo do sexo oposto. Muitos mudam seus nomes, corte de cabelo, modos e trejeitos, timbre de voz de acordo com o sexo almejado. Alguns chegam a usar hormônios, realizar cirurgias plásticas, como o silicone nas mamas e nádegas, mas não há o desejo de mudar de sexo. Não anseiam nem procuram pela cirurgia sexual. As razões variam desde vivenciar a faceta masculina (no caso das mulheres) ou feminina (no caso dos homens), motivos profissionais (por exemplo, o/a transformista) e também para obter gratificação sexual. O travestismo também não tem relação direta com a homossexualidade (orientação sexual). O travesti pode ser tanto heterossexual, homossexual ou bissexual.

Já o termo transgênero é uma criação social para englobar os tras – travesti e transexual, dentre outras variações de gênero. O prefixo tras pode ser definido por “além de”, “através de”. A ideia é definir as pessoas que estão em trânsito entre os gêneros (masculino e feminino). Para além do feminino. Para além do masculino.

sábado, 13 de outubro de 2012

Tribunal de Justiça da Bahia regulamenta casamento gay




Tribunal de Justiça da Bahia 
regulamenta casamento gay 

Nelson Barros Neto
De Salvador

O Tribunal de Justiça da Bahia regulamentou o casamento entre pessoas do mesmo sexo nesta semana, em decisão comemorada por entidades de defesa dos direitos dos homossexuais.

A norma obriga os cartórios de registro civil baianos a realizar o casamento gay, que já havia sido autorizado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em outubro de 2011, mas não foi aceito automaticamente em todo o país.

Até esta semana, o casamento gay só havia sido regulamentado nos Estados de Alagoas e São Paulo --onde houve uma cerimônia gratuita com 47 casais homossexuais no último dia 28.

O texto publicado na quarta-feira pelo TJ baiano foi considerado "um marco" pelo GGB (Grupo Gay da Bahia). (site do GGB - http://www.ggb.org.br/)

Os casais gays agora poderão automaticamente trocar sobrenomes, ter direito a herança do cônjuge e adotar o estado civil de casados.

Outra diferença em relação à simples união estável é que poderão se casar de forma imediata, sem precisar provar judicialmente estarem juntos por ao menos três anos.

A desembargadora Ivete Caldas, que assinou o provimento, diz que é importante "atualizar a concepção familiar na comunidade".

A norma passa a valer a partir do dia 26 de novembro --prazo necessário para a adequação do sistema do TJ e dos cartórios--, mas os interessados já podem registrar pedidos pela internet.